
DESLIMITADORES
Artista/ Coordenadora de
produção e técnica
Artista/ Coordenadora de
criação e comunicação audiovisual
Artista/ Coordenadora de
distribuição e mobilidade artística
Artista/ Coordenadora de
parcerias e colaborações
Artista/ Coordenador de
comunicação visual e virtual
QUEM?
Para entender quem somos os Deslimitadores, queremos nos aproximar às reflexões do artista Ricardo Basbaum quando propõe a ideia dos “artistas-etc”, expressando:
“Quando um artista é artista em tempo integral, nós o chamaremos de ‘artista-artista’; quando o artista questiona a natureza e a função de seu papel como artista, escreveremos ‘artista-etc’ (de modo que poderemos imaginar diversas categorias: artista-curador, artista-escritor, artista-ativista, artista-produtor, artista-agenciador, artista-teórico, artista-terapeuta, artista-professor, artista-químico, etc)”;
E afirma que nesta forma de enunciação deveremos considerar que:
Artistas-etc não se moldam facilmente em categorias e tampouco são facilmente embalados para seguir viagens pelo mundo, devido, na maioria das vezes, a comprometimentos diversos que revelam não apenas uma agenda cheia mas sobretudo fortes ligações com os circuitos locais em que estão inseridos. [...] O ‘artista-etc’ traz ainda, para o primeiro plano, conexões entre arte e vida (o ‘an-artista’ de Kaprow) e arte e comunidades, abrindo caminho para a rica e curiosa mistura entre singularidade e acaso, diferenças culturais e sociais, e o pensamento [...] Quando artistas realizam curadorias, não podem evitar a combinação de suas investigações artísticas com o projeto curatorial proposto: para mim, esta é sua força e singularidade particulares, quando em tal engajamento (BASBAUM, 2005)*.
Essa provocação calha perfeitamente em nós, que fazia algum tempo estávamos agindo em diversas funções e considerando esse multitarefismo indispensável para nossos engajamentos. Desta forma, a proposta para da Deslimites foi aprofundar essa noção, toma-la como potência e como procedimento. Nos afirmar como deslimitadores, ou como Basbaum nos chamaria, artistas-etc, foi um passo para legitimar o fazer que deste lado do mundo é tão normal, mas que ainda hoje continua a ser questionado pelos mercados centrais dos países poderosos que insistem em ver na multiplicidade de funções uma falta de profissionalismo e de competência. Acreditamos que os conhecimentos destas diversas atuações retroalimenta e potencializa toda a rede de proposições que colocamos no mundo, pensando o aprofundamento em termos de horizonte, como uma rede, e não de verticalidade, como as pirâmides de poder.