
QUANDO O POPULAR NOS ATRAVESSA
por:
Ana Brandão
Thiago Cohen
A oficina, que surgiu junto à criação do trabalho O horizonte é quando a vista deita os enganos do mundo, parte da compreensão de que o corpo na cultura popular está sempre para além da coreografia e técnica, revelando comportamentos sociais e questões que estão postas para a comunidade. O corpo popular é, portanto, enunciação de suas lutas e necessidades, através dos versos e das relações que faz ao improvisar. Assim, a oficina irá se valer de danças, brincadeiras, canções e jogos populares de improvisação em roda para a criação em dança.
OBJETIVOS
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Conhecer algumas danças, jogos, brincadeiras e canções do universo da cultura popular brasileira, de diferentes regiões do nordeste do Brasil, como Maranhão, Alagoas, Pernambuco e Bahia;
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Aprender noções básicas de corpo na danças populares, como a forte relação entre os pés e os quadris e a relação com a música;
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Experimentar jogos populares de improvisação em roda como prática de exercício de enunciação coletiva.
CONTEÚDOS
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as danças populares brasileiras enquanto proposição corporal e constituinte de maneiras de fazer e de se relacionar
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visibilizar a cultura e os saberes populares como possibilitadores de construções compositivas e corporais artísticos
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ampliar repertório corporal e compositivo dos participantes
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compreensão da roda como espaço de risco e exercício social de problematização
METODOLOGIA A oficina dura 8 (oito) horas, podendo ser dividida em dois dias de 4 horas ou quatro dias de 2 horas.
Será dividida em quatro momentos para trabalharmos saberes específicos, que acontecerão a cada encontro: a chegada, a partilha, o enfrentamento e a comunhão.
a chegada. Neste primeiro momento faremos uma breve explicação da proposta da oficina e começaremos com um exercício de aquecimento em roda onde trabalharemos a escuta, o contato com o outro, o toque e a percepção
a partilha. Trabalharemos com algumas bases rítmicas e musicais do Coco dançado em Pernambuco, que é uma dança popular do nordeste do Brasil. Pretendemos abordar brevemente o ritmo, a dinâmica, a musicalidade, o jogo/brincadeira: convenção, improviso e desafio.
o enfrentamento. Jogos de improviso: neste momento buscaremos enxergar quais os caminhos e vivências em danças os participantes carregam em seus corpos. Nesta parte da oficina trabalharemos algumas questões levantadas no espetáculo como o desafio e risco do improviso, a subversão da convenção estabelecida e a criação de partituras corporais.
a comunhão. Momento final em que partilharemos canções do universo da cultura popular, em roda e olhando nos olhos, construindo um espaço singelo onde possamos sentir a força e a importância da roda para as práticas populares.
RECURSOS Uma sala ampla e sem cadeiras, preferivelmente com chão de madeira e equipamento de som com entrada para cabo p2 ou p10. Água mineral disponível em galão ou bebedouro para os participantes. Local onde se possa guardar os pertences.


